Juntamente com os 49 anos da Revolução de Abril, o Aborda completou o seu primeiro aniversário. Quando a plataforma foi lançada, eu não esperava ver esse grande marco passar em branco, como infelizmente aconteceu, mas também não previa que ele chegasse tão rápido. Não fosse esse um projeto gerido e construído quase unicamente por jovens desejosas de um início de carreira impactante, consideraria o nosso silêncio dos últimos meses um grande descuido.
É, na verdade, um reflexo da descoberta de que, por muito mais que queiramos, há um limite para os desafios (pessoais, inclusive) que conseguimos dar conta. Juntamente com os 49 anos da Revolução de Abril e o aniversário do Aborda, eu completei um ano a trabalhar em jornalismo. Quis ser diversas coisas durante esse curto período e deixei-me esquecer do tempo que levam as coisas de qualidade.
Neste segundo ano, espero, enquanto diretora, fazer as pazes com a calma que a nossa missão de amplificar as vozes esquecidas pelo patriarcado requer. Por isso, enquanto equipa, ainda não vamos prometer conseguir criar um ritmo constante de publicações, afinal seguimos como um grupo de jornalistas voluntárias e na luta para encontrar um método de sustentabilidade financeira (aliás, podes contribuir aqui). Só podemos garantir a vontade de continuar, da maneira que for possível.
A resposta do público que alcançámos desde o lançamento tem sido essencial para mantermos a motivação. Em setembro, no Dia Internacional da Democracia, recebemos uma menção honrosa do prémio #CidadaniaJovem, organizado pela Associação Mais Cidadania. Há quatro meses, fomos as vencedoras do Prémio Teresa Rosmaninho, da União de Portugal das Soroptmist International, que distingue jovens mulheres líderes na vida cívica e comunitária – cuja recompensa, em dinheiro, permitirá o investimento em novas ações da plataforma. Mais recentemente, com o lançamento, em abril, do Projeto Oasis, passámos a integrar esse diretório de medias independentes nativos digitais da Europa.
Em resumo, este balanço positivo só se faz possível com o contínuo voto de confiança de quem nos acompanha, apesar dos hiatos que nos são impostos. Com o agradecimento pelas vossas partilhas e incentivos, fica igualmente uma promessa: este é só o começo de um trabalho que persistirá em originar muitos aprendizados.
Até breve!

Analú Bailosa
Diretora aborda.pt

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